17 esportes praticados por pessoas com deficiência

Texto retirado no blog Freedom 

Que a prática de exercícios físicos é algo de extrema importância para a saúde, muitos já sabem. Por este motivo, toda e qualquer pessoa deve se empenhar na prática de algum esporte, inclusive aquelas com deficiência. Para ajudar na escolha de alguma modalidade, trouxemos 17 esportes praticados por pessoas com deficiência para se inspirar.
O exercício físico e a prática regular de esportes têm o poder de dar mais força à pessoa com deficiência, melhorando a circulação sanguínea e o fôlego. Além do mais, exercitar-se faz com que o cérebro libere endorfina, o que resulta em sensações de prazer e alegria.
Além disso, praticar esportes é de grande auxílio para a reabilitação da pessoa com deficiência, mas há a necessidade de uma certa adaptação às regras e ao modo como se pratica as modalidades.

Entretanto, isso não é problema algum, pois hoje já existem muitos esportes adaptados que têm cumprido sua função de melhorar a qualidade de vida das pessoas com deficiência.

Diante de tantos benefícios, ninguém vai querer ficar de fora dessa, não é mesmo? Continue lendo o post e encontre o tipo certo de esporte que se encaixa nas suas necessidades!

Esportes coletivos

A prática de esportes coletivos é de grande ajuda para a inclusão e a socialização de uma pessoa com deficiência.

Além desses esportes proporcionarem todos as vantagens físicas que lhes são inerentes, há, ainda, o contato com outras pessoas, que traz enormes benefícios emocionais.

Entres esses esportes, temos o basquete como campeão no número de praticantes. Além dele, há também o futebol, o rugby e o futebol americano.

Conheça adiante um pouco mais sobre os principais tipos de esportes coletivos.

1. Basquete

É um esporte que, à primeira vista, não poderia ser adaptado para a prática por pessoas com deficiência. Porém, ele tem ganhado cada vez mais espaço.

Quando nos referimos às pessoas com dificuldade para locomoção, o basquete, em nível de competições oficiais, deve ser praticado com cadeiras de rodas adaptadas e padronizadas à prática do esporte, seguindo uma certa linha.

Os atletas são classificados de acordo com o nível de comprometimento motor que obedece uma escala previamente determinada.

Além de ser um dos esportes mais praticados no mundo, o basquete apresenta vantagens, como dinamismo, estímulo das funções cognitivas, aumento do senso de estratégia, desenvolvimento da capacidade motora, criação de vínculos afetivos e sociais etc.

2. Bocha adaptada

A bocha adaptada é praticada por pessoas com deficiência e faz parte dos Jogos Paraolímpicos desde 1984. Trata-se de um esporte que requer bastante concentração, precisão e controle muscular.

Ele é indicado para pessoas com paralisia cerebral e outros problemas neurológicos. A disputa consiste em lançar bolas —  que podem ser vermelhas ou azuis —, de modo que elas cheguem o mais próximo possível da bola branca (jack).

O atleta pode disputar sozinho, em dupla ou em equipes maiores. Eles podem utilizar as mãos, os pés e, até mesmo, a cabeça como auxiliares. Se o participante tiver maior comprometimento dos membros, pode contar com o apoio de um assistente.

3. Tênis de mesa

Esse é mais um esporte que recebeu adaptações para as pessoas com deficiência e é um dos mais tradicionais. Inclusive, esteve presente na primeira edição dos Jogos Paraolímpicos, em 1960.

As regras são as mesmas do tênis de mesa convencional. A única exceção é o saque, que é diferente para os usuários de cadeiras de rodas. Nesse caso, o sacador precisa fazer com que a bola ultrapasse a linha de fundo da mesa sem deixá-la sair pelas laterais.

Além disso, para o tênis em cadeira de rodas, a bolinha pode pular duas vezes na mesa.

Os atletas andantes que não têm condição de usar o braço livre — por causa de amputação ou outra deficiência —, podem utilizar a mão que segura a raquete para fazer o saque.

A grande vantagem desse esporte é que ele abrange quase todos os grupos, com exceção apenas para as pessoas com deficiências visuais.

Além disso, os participantes podem competir sozinhos em duplas ou em times maiores.

4. Voleibol sentado

Dinâmico e divertido, o voleibol sentado é uma ótima alternativa. Ele estimula o espírito de equipe e pode ser praticado por homens e mulheres com deficiência física.

No voleibol sentado, a quadra é menor. Ela tem 10m x 6m, e a rede apresenta uma altura de 1, 15m e 1, 05m para homens e mulheres, respectivamente.

Dentro da quadra, ficam dispostos 6 atletas em cada time. Vale destacar que os atletas precisam manter a pélvis encostada no chão.

5. Futebol de 5

O futebol de 5 é uma modalidade esportiva voltada para atletas cegos. Ela é disputada em uma quadra semelhante à de futsal, com apenas algumas alterações.

Os participantes usam vendas nos olhos já que alguns apresentam percepção luminosa e podem levar vantagem por causa disso. O diferencial nesse time é o goleiro, que enxerga normalmente. Além disso, a bola possui um barulho para orientar os jogadores.

A partida tem dois tempos de 25 minutos cada e um intervalo de 10 minutos. A modalidade começou a fazer parte dos Jogos Paraolímpicos em 2004 e o Brasil até então vem conquistando todos os pódios.

6. Goalball

Trata-se de uma modalidade esportiva feita exclusivamente para pessoas com deficiência visual. Presente nos Jogos Paraolímpicos desde 1976, o goalball se baseia nas percepções táteis e auditivas dos atletas, exigindo também bastante orientação espacial.

Nessa competição, a bola é lançada e, rolando no piso da quadra, os jogadores tentam fazer o gol. Enquanto uma equipe ataca, a outra tenta impedir o gol, deitando-se no chão para realizar a defesa.

São três jogadores em cada equipe e vence o jogo aquela que fizer o maior número de gols. Como você pode notar, é um esporte bastante dinâmico e interessante, tanto para quem está jogando como para quem está torcendo.

Esportes individuais

7. Natação

A natação é um dos esportes que mais trabalha todas as funções do corpo e também acabou se tornando um dos mais completos. Esse é um dos poucos esportes que têm a capacidade de dar leveza ao corpo, proporcionando extrema sensação de prazer ao flutuar na água.

A natação também acalma a pessoa, de modo que as partes do seu corpo que são diariamente sobrecarregadas, finalmente conseguem atingir um estágio de leveza e relaxamento.

Independentemente do tipo de deficiência, esse é um esporte que, com o auxílio de um profissional capacitado, se tornará uma tarefa prazerosa e ajudará na mobilidade dos membros.

Pode ser praticado por pessoas com deficiência visual ou física. As competições variam de 50 a 400 metros, nas modalidades peito, livre, borboleta e costas, e também com provas de revezamento, como medley e livre. Conforme a lesão, é dada a categoria a ser desenvolvida pelo atleta.

8. Remo Adaptável

O esporte de remo exige muita disciplina, potência, resistência e técnica apurada, sendo uma ótima opção para o desenvolvimento e recuperação da pessoa com deficiência, principalmente para quem tem dificuldade na mobilidade.

Para que seja praticado, a adaptação vai no equipamento. Dessa forma, as regras do remo são aplicadas igualmente para a modalidade adaptável.

Esse esporte já existe de forma adaptável no Brasil, desde 1980 e, em 2008, foi parar nos Jogos Paralímpicos, em Pequim.

9. Arco e flecha

O esporte conhecido como arco e flecha é um dos tipos mais democráticos quando nos referimos aos esportes para pessoas com deficiência. Ele pode ser praticado em pé ou sentado na cadeira de rodas.

Atualmente, há muitas competições que simulam a modalidade olímpica do esporte, de modo que deve haver um treinamento constante para se atingir um bom nível e uma boa mira.

10. Musculação

Chegamos ao esporte que é considerado essencial para pessoas que têm algum tipo de deficiência que afete os membros, pois, como já foi dito, uma parte do corpo tende a ficar sobrecarregada em detrimento de outra.

E é a musculação que tem a maior capacidade de fortalecimento dos músculos, uma vez que há um grande trabalho de vários grupos musculares isoladamente. Dessa maneira, a prática regular da musculação contribui para a resistência e a força do corpo.

A partir do momento em que há um fortalecimento dos músculos dos membros mais usados, haverá, também, a diminuição nas dores sentidas no dia a dia.

Mas é sempre bom lembrar que esse, como qualquer outro exercício físico, deve ser praticado sob a orientação de profissionais especializados no assunto, pois os exercícios se iniciarão de forma leve, aumentando gradativamente a intensidade.

11. Ciclismo

Para as pessoas cuja deficiência atinge os membros superiores ou inferiores, já existem bicicletas com uma adaptação que permite a prática do esporte.

Há também aquelas bicicletas que têm espaço para duas pessoas, em que um ciclista pode auxiliar o outro a guiá-la.

Nas competições de ciclismo, os atletas são divididos em três classes de acordo com a deficiência que eles têm.

12. Artes marciais

Não! Você não leu errado. A prática de artes marciais como judô, karatê, jiu-jitsu, muay thai e kung fu é uma excelente opção para quem se sente entediado com a musculação, mas quer trabalhar os músculos do corpo.

Além disso, elas proporcionam força e equilíbrio a quem as pratica, de modo que são extremamente importantes no processo de recuperação da autoconfiança.

As artes marciais são exercícios que podem ser facilmente adaptados e tudo o que se necessita para praticá-las é vontade e determinação. Isso resultará numa melhora global do desenvolvimento corporal e trará os benefícios do fortalecimento dos músculos do corpo.

13. Atletismo

No atletismo, há uma classificação que é feita em função da capacidade do esportista em realizar movimentos, além da potencialidade dos músculos que não sofreram lesão e das sequelas do tipo de deficiência.

Sendo assim, existem modalidades para pessoas com deficiência física, mental e visual – esta o atleta é acompanhado de um guia -, cada uma com suas particularidades.

As provas podem ser de arremesso, salto, lançamento e pista.

14. Esgrima

Nessa prática esportiva, as cadeiras de rodas ficam fixadas ao solo — para dar estabilidade — e uma armação especial garante que os atletas se posicionem a uma determinada distância e ângulo.

Na parte superior do corpo, o esgrimista tem liberdade de movimentos para marcar os pontos necessários para a vitória. As provas podem ser individuais e por equipe, e as armas utilizadas são o sabre, a espada e o florete.

O esgrima sobre cadeira de rodas é um esporte muito vibrante, ideal para pessoas que gostam de competições acirradas.

15. Tiro paraolímpico

O tiro esportivo paraolímpico é um esporte para homens e mulheres com deficiências físicas — amputação, lesões na medula, pessoas com paralisia cerebral, dentre outras.

Trata-se de um esporte de precisão e muito controle. Os participantes utilizam rifles ou pistolas para disparar em um alvo estático a uma distância que pode variar entre 10, 25 e 30 metros. Os atletas competem em duas classes: em pé e em cadeira de rodas.

16. Hipismo paralímpico

Esse esporte é um dos mais indicados para a reabilitação física e também social das pessoas com deficiência física ou visual. As partidas são organizadas de acordo com a habilidade funcional dos atletas.

Diferentemente do hipismo olímpico, o paralímpico consiste apenas no adestramento — não há provas de salto. Além disso, a areia deve ser mais compacta para oferecer maior segurança para os competidores.

Vale destacar que o local deve ter sinalização sonora para orientar os atletas com deficiência visual.

17. Halterofilismo Paralímpico

Essa modalidade é aberta para homens e mulheres com deficiências físicas, como: amputações, nanismo, acidente vascular cerebral, lesões cerebrais, perda de membro, paralisia cerebral, dentre outros.

É um esporte que exige muita força dos competidores já que, deitados, eles devem trazer a barra com pesos ao peito. Em seguida, devem mantê-la estável e reerguê-la estendendo completamente os braços antes de colocá-la na posição original. Vence o atleta que levantar o maior peso.

Um detalhe interessante é que o halterofilismo faz parte dos Jogos Paralímpicos desde 1964, mas apenas no ano 2000 as mulheres competiram pela primeira vez.

Como vimos, opções para aderir à prática de esportes é o que não falta. Cada modalidade tem as suas particularidades e cada pessoa tem suas possibilidades, mas é unanimidade a ideia de que competir melhora a autoestima de qualquer um.

Mas lembre-se de sempre buscar a ajuda de um profissional especializado nesse tipo de atividade, tanto da área da saúde, como do esporte. É essa pessoa que saberá quais são as suas dificuldades e como está ocorrendo a evolução, de modo que se possa aumentar, ou não, o nível exigido.

O importante é nunca parar de se exercitar e não se deixar entregar à vontade de ficar apenas em casa. Praticar esportes para pessoas com deficiência é muito mais importante do que se imagina para a recuperação, não só física, como mental.

E isso, junto a uma alimentação saudável, baseada em frutas, legumes, verduras e muita água, ajudará a manter a saúde em dia.

Como você pode observar, existem muitos esportes praticados por pessoas com deficiência. Agora, basta escolher um e começar a praticar!

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